Os nordestinos de todas as classes sociais, principalmente as mais baixas (D+E) melhoraram a qualidade e cresceram o volume do consumo na Região. Enquando o consumo no Brasil, cresceu 3,7% no primeiro semestre deste ano, no Nordeste o crescimento foi de 3,5%. O dado foi levantado pela pesquisa “Nordeste - Ações vencedoras diante dos
novos cenários de consumo”, realizada pela Nielsen, no primeiro semestre
do ano. Apesar de muito ter se falado sobre a
classe C, o incremento do último ano na região foi impulsionado,
principalmente, pelos consumidores das classes baixas (D+E), que
contribuíram, em valor, com 53% do crescimento do consumo.
“O grande destaque foi o
aumento da diversidade das categorias consumidas entre os nordestinos de
todas as classes sociais, fazendo com que produtos de maior valor
agregado chegassem a lares que antes não os consumiam”, explica Mário Ruggiero, diretor comercial da Nielsen. m dos exemplos dessa diversidade é
a água sanitária sem cloro, que aumentou sua penetração nos lares de
20,1%, em 2010, para 25,2%, em 2011, enquanto as com cloro tiveram uma
pequena redução de 87,8% para 87,4%. Além disso o consumo de sucos prontos subiu de 59,7% para 62,6%. A alta mais expressiva foi a compra de concentrados de limpeza que pulou de 40,4% para 48,5%.
O Nordeste, segundo a pesquisa, representa 27% do
número de lojas do Brasil, concentradas na Bahia, Pernambuco e Ceará,
que juntas somam 69% do faturamento da região. Nesse cenário, o pequeno
varejo e o atacado têm grande importância, porém cada um com uma característica. O consumidor do pequeno varejo vai mais à loja com um
desembolso menor por visita, enquanto o consumidor do atacado diminui na
frequência, mas aumenta no desembolso.
Vale ressaltar que 56,7% do
crescimento total deste consumo está nas farmácias de cadeia. Perfumarias e
farmácias independentes representam, respectivamente, 22,8% e 21,6%
desse incremento. Além disso, 69,2% do crescimento das farmácias de
cadeia é representado por apenas três categorias: fralda descartável,
sabonetes e desodorantes. “Não é por acaso que isso acontece. Há semelhanças na forma que
essas categorias crescem, como o aumento prioritário de marcas com
atuação nacional, com destaque para os segmentos de alto e médio preço”, finaliza Mário Ruggiero

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