A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou o Clube Indústria de Benefícios
em rede nacional, e a partir de agora pretende atrair micro e pequenos
empresários para o portal de relacionamento, que é uma espécie de clube
de compras coletivas pela internet. A Bahia recebeu a primeira página
local do clube. No início de 2012, empresários da Paraíba e do Rio
Grande do Sul também poderão buscar parceiros pela internet.
O portal Clube
Indústria de Benefícios, lançado em maio, oferece produtos e serviços a
600 mil indústrias de pequeno, médio e grande porte. O princípio é o
mesmo dos clubes de compras: reunir um grande número de compradores para
reduzir os preços dos fornecedores. A diferença é que as compras não
são concluídas no próprio portal e não é necessário juntar um número
mínimo de participantes. Cada ofertante tem uma regra própria de compra.
Ao imprimir o cupom de oferta, o interessado passa a negociar
diretamente com o anunciante.
Segundo o
coordenador do projeto, Uirá Menezes, as micro e pequenas empresas, que
correspondem a 97% do total de indústrias cadastradas, são as mais
beneficiadas. “Os pequenos empreendedores conseguem fechar negócios com
grandes empresas a preços mais acessíveis”. A expectativa da CNI é que,
em um ano, as compras feitas em grupo gerem uma economia de R$ 1,2
bilhão aos empresários. "O nosso objetivo é atrair os micro e pequenos
empresários para a web [rede mundial de computadores], queremos mostrar
que é um canal confiável de relacionamento. Com a abertura das páginas
estaduais, serão oferecidos também serviços do dia a dia, como gráfica
rápida e entregas”, explicou.
Em quatro meses
de funcionamento do portal, 121 parcerias foram fechadas e 378 estão em
negociação. Na época do lançamento, 58 empresas estavam cadastradas
para oferecer produtos e serviços ao setor industrial. O objetivo era
chegar a 800 empresas até o fim deste ano. No entanto, a meta foi
revista. "Não queremos quantidade, mas sim, qualidade. Optamos por
reunir parceiros reconhecidos nacionalmente para não cadastrarmos
empresas sem referências. Com isso devemos chegar a cerca de 300
parceiros”, explicou Menezes.
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